3º aula/ 2º bimestre 2º serie/2º grau Prof. Milene Historia
Doutrinas Sociais do sec. XIX
O avanço do capitalismo em meio à exploração e à miséria fermentou o ativismo trabalhista do século XIX, cujo objetivo era destruir as condições subumanas estabelecidas pela industrialização. Num primeiro momento, os operários, pouco conscientes de sua força, manifestavam seu descontentamento, diante das péssimas de vida e de trabalho em que se encontravam, quebrando as máquinas, tidas como responsáveis pela sua situação da miséria. William Ludd foi um dos líderes desse movimento, por isso, denominado luddista, reprimido violentamente pelas forças policiais.
A seguir os trabalhadores decidiram organizar-se em associações que lutavam pela melhoria das suas condições de vida e de trabalho, nasceram assim os sindicatos (trade unions), no início não reconhecidos oficialmente e reprimidos de forma violenta. Muito depois, diante das suas vitórias, acabaram conquistando o reconhecimento oficial de legítimos representantes da classe trabalhadora. Por meio de lutas, conseguiram alcançar seus objetivos quanto à elevação dos salários, limitação das horas de trabalho, garantias aos trabalhadores acidentados, restrição de idade e número de horas de trabalho das crianças,
Na Inglaterra, o movimento operário pouco a pouco foi assumindo um caráter político. Os trabalhadores desejavam uma maior participação nas decisões governamentais que direta ou indiretamente os afetavam.
Organizou-se, então, o movimento cartista, que reivindicava, entre outras coisas, a extensão do direito de voto, até então restrito aos cidadãos de altas rendas, às camadas menos favorecidas da população inglesa.
Em meio a esta efervescência surgiram teóricos que se debruçaram sobre a questão social defendendo a criação de uma sociedade mais justa, sem as desigualdades e a miséria reinantes. Assim apareceram as principais quatro grandes correntes de pensamento: o socialismo utópico, o socialismo científico, o anarquismo e o socialismo cristão
Dentre os teóricos, destacou-se Karl Marx, cuja análise político-econômica da história do capitalismo previa:
• a sua morte histórica (por causa da produção hegemônica);
• o surgimento de monopólios (concentração de capital mais a eliminação da concorrência);
• a exploração do trabalho como base do sistema (contínuo empobrecimento do trabalhador);
• um processo revolucionário, com a tomada do poder pelos trabalhadores e socialização dos meios de produção (“Ditadura do Proletariado”).
Para Marx, o comunismo é a última etapa do desenvolvimento histórico do processo revolucionário socialista, com a abolição das classes e do Estado e com a instalação da perfeita igualdade entre os homens, permitindo-lhes o pleno desenvolvimento de suas potencialidades máximas.

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